12 de março de 2021 – N.º 1.608

Com participação da ANS, 2° Encontro de Presidentes das Autogestões debate sobre oportunidades regulatórias

Reunião virtual recebeu presidentes de operadoras filiadas e diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial da ANS

Na quinta-feira passada (4), a UNIDAS realizou o 2° Encontro de Presidentes das Autogestões, com participação de Daniel Pereira, diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para debater “Desafios e oportunidades da saúde suplementar”, incluindo análise do impacto das mudanças do ressarcimento ao SUS para as autogestões e contratos de credenciamento. A iniciativa reuniu os presidentes Anderson Mendes (UNIDAS), Alexandra Granado (Metrus), Anderson Ferreira (Cemig Saúde), Cláudia Trindade (Fundação Sanepar), Cleudes Freitas (Asfeb), Fernando Zingano (Cabergs), Marcos Domakoski (Fundação Copel) e Salvador Prado Júnior (Fundação São Francisco Xavier), além de Marcos César Todeschi (diretor de operações da Fundação Sanepar), Marcelo de Limas Dias (CEO na Saúde Petrobras),  Marina Shizuko (diretora técnica da UNIDAS) e Leandro Araujo (gerente executivo da UNIDAS).

Mendes iniciou a reunião reforçando o objetivo do encontro. Segundo ele, a ideia é fortalecer cada vez mais a relação entre as autogestões e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para que as tomadas de decisões sejam sempre feitas com antecedência, e da melhor forma para o segmento.

Ao receber a palavra, o diretor da ANS agradeceu o convite e fez uma breve explanação sobre o papel da Agência e suas diretorias. “A Agência é uma grande colaboradora do setor”, explicou, além de destacar algumas ações do órgão, que considera de grande importância para aprimoramento, como Padrão TISS e o IDSS.

O convidado também pautou sobre oportunidades regulatórias. “Entendo que os departamentos jurídicos das empresas são muito estratégicos em relação à própria gestão. Isso é potencializado em relação às operadoras reguladas, especialmente as autogestões, que têm sinistralidades altas e questões administrativas muito complexas”.

Daniel ainda destacou três oportunidades regulatórias que podem ser adotadas pelas operadoras. A primeira: benefícios econômico-financeiros, que são benefícios imediatos, além dos indiretos que são, de fato, uma adequação administrativa, uma melhora da qualidade assistencial, com consequente redução de custos. Segundo: benefícios reputacionais, que cada vez mais serão refletidos e isso naturalmente se reverterá em contratações e melhor desempenho, um exemplo é o IDSS. Em terceiro, os benefícios assistenciais.

De acordo com ele, todas as medidas que a agência vem adotando trazem grandes resultados assistenciais, como o programa de APS, que fez com que algumas operadoras conseguissem reduzir quase 80% da sinistralidade, com atendimento em unidade básica de saúde. “Isso, de uma forma individual, representa uma redução de custo e melhor qualidade de saúde e para todo o setor é algo saudável”, acrescentou Pereira.

Os presentes na reunião tiveram tempo para opinar e fazer pontuações precisas sobre as autogestões, com questionamentos para o diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial da ANS, que se colocou à disposição além do encontro virtual.

O 2° Encontro de Presidentes das Autogestões foi apoiado pela Libbs, e teve participação de Tatiana Schmeing, gerente de acesso da empresa.

Vale ressaltar que esta iniciativa da UNIDAS para que dirigentes das operadoras dialoguem de uma forma mais próxima com a ANS. Haverá uma série de encontros neste ano e todas serão convidadas oportunamente para as próximas reuniões.

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