24 de março de 2021 – N.º 1.614

“A força de trabalho da operadora está sobrecarregada com a Covid-19”, ressalta presidente da UNIDAS na 1ª Reunião Extraordinária 2021 da CAMSS

Na última segunda-feira (22), a UNIDAS participou da 1ª Reunião Extraordinária 2021 da Câmara de Saúde Suplementar (CAMSS) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O encontro online teve como objetivo discutir a crise decorrente da Covid-19 e os efeitos da pandemia na saúde suplementar.

Anderson Mendes, presidente da UNIDAS, se posicionou e abordou perspectivas e dificuldades na visão das autogestões em relação às cirurgias eletivas, que, segundo ele, podem ser realizadas em outro momento sem comprometer a saúde dos pacientes e sem apresentar riscos. Ressaltou também que muitas operadoras têm se manifestado sobre o assunto, pois estão tendo sérias dificuldades em obter leitos nas localidades dos beneficiários, assim como para transferi-los para outras localidades.

Anderson Mendes, presidente da UNIDAS e Rogério Scarabel, diretor-presidente substituto da ANS

“Temos a preocupação de continuidade de tratamento, rastreamento de câncer e outros, e estamos desenvolvendo inteligência e processos que façam buscas ativas, utilizando preferencialmente a telemedicina para fazer contato com esses beneficiários, para que não interrompam seus tratamentos e façam seus rastreamentos. A ideia não é paralisar tudo, mas a força de trabalho da operadora também é pequena e está sobrecarregada com a Covid-19. A RN 259 já regulamenta que se não houver vaga no seu estado, é preciso transferir o paciente para onde tiver. Quando Manaus (AM) foi o primeiro estado a ter um grande problema, conseguimos transferir muitos pacientes para Brasília (DF), Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, isso é muito difícil, passamos muito tempo procurando leitos possíveis para internação”, explicou Mendes.

O presidente ainda ressaltou que a discussão não se trata apenas sobre o novo coronavírus, mas que todas as emergências devem ser priorizadas, como apendicite, por exemplo. “Isso requer ter opções de leitos, inclusive locais, de tratamentos e de força de trabalho da operadora para realocar esses pacientes onde é possível. Devemos tratar também da própria condição de isolamento que defendemos”.

Para finalizar, Anderson fez um pedido em nome da UNIDAS: “que o órgão regulador tenha olhar para as necessidades que o momento exige, inclusive, adaptando a regulamentação ao cenário atual, que torcemos para que seja breve, porque hoje, a situação das operadoras para conseguir leitos para pacientes e realizar cirurgias está sendo muito difícil”.

Para assistir a gravação completa da reunião, clique aqui.